- Cadê o queijinho que eu deixei aqui?
- O gato comeu!
- E desde quando gato come queijo?
- Desde que o ratinho na barriga dele aprendeu a pedir...
14 novembro, 2008
13 novembro, 2008
Quem pode, vê
Vê que não sou quem deixa a vela acesa no quarto.
Vê que ajoelho e rezo.
Fujo do vazio do meu diafragma e partilho minhas palavras com Deus num monólogo diário absolutamente incompreensível.
Vê que canto.
Quem canta reza duas, três, mil vezes a mais porque expõe a alma e transforma tudo em emoção.
Vê que agradeço.
Atento para o fato de que tenho tudo demais enquanto a maioria tem tudo de menos.
Vê que tento.
Meu mundo parece melhor que o de muita gente, mas desejo o fim dessa dispardade de valores humanos e materiais.
Vê que sonho.
Sacrifico minha realidade em prol das alegrias das doces ilusões.
Vê que contribuo.
Meu suor diário é a certeza de que cada um deve usar sua lucidez e sua incolumidade em prol de um bem maior.
Vê que amo.
E para quem ama, da forma que souber, tudo é absurdamente justificável.
11 novembro, 2008
Caso pessoal
O essencial é invisivel aos olhos. É palpável num sorriso, num olhar desajeitado, num jeito próprio de andar ou de esfregar as mãos. O essencial é impar, inconsciente e especialmente mágico. É quem diz tanto sobre o universo mais pessoal de cada um. Nele teimamos em adentrar cada vez que conhecemos alguém que, por uma razão inexplicável, nos faz querer saber mais e entender aquele "eu" que mais parece um presente, embrulhado num papel laminado.
Sinto dizer que a mim não importa quantos estereótipos pareçam os mais fáceis, quantos "eus" mostrem-se objetivamente mais atraentes. Nada disso importa. Mais vale o indecifrável, contido nas entrelinhas do silêncio, capaz de deixar à fuga nossa capacidade de desvendar, de reconhecer as diversas e caracterizáveis índoles humanas.
É assim que se constroem os verdadeiros afetos.
Sinto dizer que a mim não importa quantos estereótipos pareçam os mais fáceis, quantos "eus" mostrem-se objetivamente mais atraentes. Nada disso importa. Mais vale o indecifrável, contido nas entrelinhas do silêncio, capaz de deixar à fuga nossa capacidade de desvendar, de reconhecer as diversas e caracterizáveis índoles humanas.
É assim que se constroem os verdadeiros afetos.
04 novembro, 2008
A Cura
Os envólculos e embalagens podem ser semelhantes. Os efeitos, até placebais. Mas as receitas nunca são as mesmas. Para cada enfermidade, uma prescrição e uma dosagem distinta. Para cada caso clínico, um diagnóstico. Mas sempre que insistimos em remediar pelo alivio às dores, um dia a gente finalmente se sente mais leve, lentamente acorda, se alça do leito, esfrega os olhos, respira fundo e num suspiro aliviado diz: "passou". 03 novembro, 2008
Orgulho e Preconceito

Lizzie: "Eu me pergunto quem descobriu o poder da poesia para espantar o amor..."
Darcy: "Achei que fosse o alimento do amor"
Lizzie: "Do amor belo e vigoroso. Mas se é apenas uma vaga inclinação, um pobre soneto o liquidará."
Darcy: "Então o que recomenda para despertar a afeição?"
Lizzie: "Dançar. Mesmo que o par seja apenas tolerável."
02 novembro, 2008
Oasis da Expectativa

De repente eu inventei de colocar bandeirinhas no google earth em lugares que ainda preciso conhecer antes de aposentar as asas. E dando minhas costumadas voltas pelo globo virtual e suas fotografias, descobri uma pizza hut bem em frente aos quéops do Egito. Na verdade, é só para mitigar o sonho de pegar um camelo e seguir no meio do deserto à procura das pirâmides - aventura frustrada, a minha.
A civilização, enfim, é um verme destruidor da originalidade e do encanto das descobertas mais incríveis. Ela nos oferece uma pepsi-cola até nos quintos... dos lugares mais longínquos...
30 outubro, 2008
Ident-idade
Eu gosto mesmo é do novo, apesar da mania de tentar consertar o passado.
Começo pelas escolhas das prioridades e faço uma lista dos meus desejos para daqui a uma hora e mesmo para daqui a um ano.
Surjo como um vendaval no meio da calmaria e dou uma sacudida nas roupas penduradas no varal.
Entendo que preciso planejar mais. E planejar menos, em momentos distintos, porque a vida também deve fluir naturalmente.
Minha complexidade chega ao máximo quando me percebo a pessoa mais simples do mundo.
Sou antagônica, sou estranha, mas sou fácil.
Sigo meu caminho de pés descalços e cabelos soltos.
Não tenho medo, sigo minhas intuições, ligo pra quem quero, converso com quem me identifico.
Falo sobre o que acredito.
Leio tirinhas do snoopy de tempos em tempos.
Durmo menos do que deveria, mas aproveito mais o final dos vinte e poucos anos.
No fundo, tudo parece igual dentro de mim cada vez que tenho pena do meu cachorro quando ele dorme no chão e quando me olho no espelho e vejo que ainda sou a mesma menina pálida que nunca gostou de usar batom.
A minha essência parece mesmo que não mudou, só a cor é que é diferente de tempos em tempos.
É a cor das escolhas que faço, porque sou um acontecer diário.
Sou o dia e a noite.
Sou a idéia e a coragem.
Sou a música e o sussuro.
Sou quem foge, vez por outra, do sentimento de identidade.
Sou quem assiste, às vezes tarde, na última sessão, o filme da minha verdadeira história.
Começo pelas escolhas das prioridades e faço uma lista dos meus desejos para daqui a uma hora e mesmo para daqui a um ano.
Surjo como um vendaval no meio da calmaria e dou uma sacudida nas roupas penduradas no varal.
Entendo que preciso planejar mais. E planejar menos, em momentos distintos, porque a vida também deve fluir naturalmente.
Minha complexidade chega ao máximo quando me percebo a pessoa mais simples do mundo.
Sou antagônica, sou estranha, mas sou fácil.
Sigo meu caminho de pés descalços e cabelos soltos.
Não tenho medo, sigo minhas intuições, ligo pra quem quero, converso com quem me identifico.
Falo sobre o que acredito.
Leio tirinhas do snoopy de tempos em tempos.
Durmo menos do que deveria, mas aproveito mais o final dos vinte e poucos anos.
No fundo, tudo parece igual dentro de mim cada vez que tenho pena do meu cachorro quando ele dorme no chão e quando me olho no espelho e vejo que ainda sou a mesma menina pálida que nunca gostou de usar batom.
A minha essência parece mesmo que não mudou, só a cor é que é diferente de tempos em tempos.
É a cor das escolhas que faço, porque sou um acontecer diário.
Sou o dia e a noite.
Sou a idéia e a coragem.
Sou a música e o sussuro.
Sou quem foge, vez por outra, do sentimento de identidade.
Sou quem assiste, às vezes tarde, na última sessão, o filme da minha verdadeira história.
27 outubro, 2008
Dicionário da Crise
Enquanto o dólar sobe e desce, eu faço roteiros de viagens com "minha amiga mais viajada do mundo". Parece coisa de gente que não está nem ai com o mercado financeiro, mas que tem bons motivos para investir no mercado pessoal.
É exatamente isso!
É exatamente isso!
23 outubro, 2008
Eu, agora.
Ainda espero que o tempo remedie as dores, as surpresas e os silêncios. Ainda espero que o alvorecer tranquilo consiga acalentar o choro que adormece e a incerteza que se alça. Ainda acredito nas esperanças perdidas, nos recomeços e nas melhoras. Ainda acredito na vida, no amor, e na busca incessante do "ser feliz".
19 outubro, 2008
Spell
Spotlight shining brightly, on my face
I can't see a thing and yet
I feel you walking my way
Empty stage, with nothing but this girl
Singing this simple melody and
Wearing her heart on her sleave
And right now
I have you, for a moment
I can tell I've got you
Cuz your lips don't move
Something is happening
Cuz your eyes tell me the truth
I've put a spell over you
Beauty emanates from every word that you say
You've captured the deepest thoughts
In the purest, and simplest of ways
But you see, I'm not that graceful,
Like you
Nor am I as eloquent
But just a simple melody
Can change the way that you see me
And right now, I have you
For a moment I can tell I've got you
Cuz your lips don't move
And something is happening
Cuz your eyes tell me the truth
I've put a spell over you
And all my life I've stumbled
But up here I am just perfect
Perfect as I'll, ever be
I have you, for a moment
I can tell I've got you
Cuz your lips don't move
And something is happening
Cuz your eyes tell me the truth
I've put a spell over you
I can't see a thing and yet
I feel you walking my way
Empty stage, with nothing but this girl
Singing this simple melody and
Wearing her heart on her sleave
And right now
I have you, for a moment
I can tell I've got you
Cuz your lips don't move
Something is happening
Cuz your eyes tell me the truth
I've put a spell over you
Beauty emanates from every word that you say
You've captured the deepest thoughts
In the purest, and simplest of ways
But you see, I'm not that graceful,
Like you
Nor am I as eloquent
But just a simple melody
Can change the way that you see me
And right now, I have you
For a moment I can tell I've got you
Cuz your lips don't move
And something is happening
Cuz your eyes tell me the truth
I've put a spell over you
And all my life I've stumbled
But up here I am just perfect
Perfect as I'll, ever be
I have you, for a moment
I can tell I've got you
Cuz your lips don't move
And something is happening
Cuz your eyes tell me the truth
I've put a spell over you
12 junho, 2008
Ele, tão inspirador, falou o que engasgou dentro de mim
"Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina.
Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo,
O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.
Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.
Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.
Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão.
Eu sou inacabado. Preciso continuar.
Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas."
Pe. Fábio de Melo
Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo,
O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.
Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.
Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.
Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão.
Eu sou inacabado. Preciso continuar.
Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas."
Pe. Fábio de Melo
Pedacinho do que ficou
O dia hoje foi vermelho e cor-de-rosa, enquanto das minhas janelinhas parecia borrado em preto e branco. Percebi estar cantarolando minha canção triste que só soa bem na minha vida quando estou feliz. Pareço mais silente do que sempre fui, mas ouço grito pelos cantos mais profundos de lugares em mim. Gritos de lá onde nunca cheguei, nem jamais ousei ficar à espreita. Tive um encontro com um estranho jeito de fazer as coisas, e entendi que tudo pode fazer mais ou menos sentido, começar ou terminar numa simples palavra que escolho. E parece que nunca vou conseguir saber o que dizer...
02 junho, 2008
Dona "dos Anjos"
Quando eu era pequena, era ela quem brincava com as bonecas de pano de bocas pretas ensopadas de café. No cantinho do seu quarto, eu ficava de cócoras do ladinho da rede enquanto ela dizia coisas sem sentido, mas que sentido sempre faziam a alguém ainda mais inocente do que ela. Balançava, falava baixinho de lembranças do seu passado (que pareciam tão presentes), penteava seu cabelo fino e grisalho, vestida em seu vestido floral e calçada em suas alpargatas número trinta e cinco, o número das minhas.
A transformação dela em criança deu-se na mesma proporção aritmética em que me tornei uma mulher. A cada nova visita percebia que perdia um pouco mais do seu bom humor, de sua vontade de conversar, de rir e contar histórias de seu tempo, que pareciam meio dissonantes na imaginação confusa de quem perdeu a capacidade de entender o mundo quando tinha aproximadamente a idade que tenho hoje.
Enquanto ela vencia o tempo sem medos, cinco gerações iniciavam suas histórias. Ainda ali, em cada visita no fim da tarde, falava em viagens a cavalo, em missas, em "compadres" desconhecidos, em suas aventuras pelo quintal, em banhos que teimava em não gostar, em tudo quanto viveu como se nada tivesse mudado. Era vaidosa, e adorava um elogio à sua beleza. Nos abençoava, se chamada de madrinha, porque não concebia ser tão mãe, avó, bisavó ou trisavó. Cada dia a mais no meio de um número tão grande de descendentes parecia um estender de um caminho pleno em seu instante, sempre alegre, sempre puro, sempre fácil.
Seu nome definiu bem o que ela seria, e para onde iria depois de nos ensinar tanto com sua fragilidade. Dona Raimunda "dos Anjos", porque pertencia ao céu e a terra. Pertencia a mim, minha bisavó, como pertencia às centenas de pessoas a quem proporcionou a vida durante suas 90 velinhas acesas. A última se apagou ontem, com o sopro tranquilo de quem já, há muito, pedia para descansar...
Agora descanse, "Bisa", e de lá, agora que você entende tudo, cuide um pouquinho mais de tanta gente que carrega em sua história um pouquinho de você.
A transformação dela em criança deu-se na mesma proporção aritmética em que me tornei uma mulher. A cada nova visita percebia que perdia um pouco mais do seu bom humor, de sua vontade de conversar, de rir e contar histórias de seu tempo, que pareciam meio dissonantes na imaginação confusa de quem perdeu a capacidade de entender o mundo quando tinha aproximadamente a idade que tenho hoje.
Enquanto ela vencia o tempo sem medos, cinco gerações iniciavam suas histórias. Ainda ali, em cada visita no fim da tarde, falava em viagens a cavalo, em missas, em "compadres" desconhecidos, em suas aventuras pelo quintal, em banhos que teimava em não gostar, em tudo quanto viveu como se nada tivesse mudado. Era vaidosa, e adorava um elogio à sua beleza. Nos abençoava, se chamada de madrinha, porque não concebia ser tão mãe, avó, bisavó ou trisavó. Cada dia a mais no meio de um número tão grande de descendentes parecia um estender de um caminho pleno em seu instante, sempre alegre, sempre puro, sempre fácil.
Seu nome definiu bem o que ela seria, e para onde iria depois de nos ensinar tanto com sua fragilidade. Dona Raimunda "dos Anjos", porque pertencia ao céu e a terra. Pertencia a mim, minha bisavó, como pertencia às centenas de pessoas a quem proporcionou a vida durante suas 90 velinhas acesas. A última se apagou ontem, com o sopro tranquilo de quem já, há muito, pedia para descansar...
Agora descanse, "Bisa", e de lá, agora que você entende tudo, cuide um pouquinho mais de tanta gente que carrega em sua história um pouquinho de você.
08 janeiro, 2008
paralelamente
Eu não tenho tempo de ser mais do que mais uma pessoa ocupada no mundo. Enquanto isso, eu não me deixo acontecer.
21 dezembro, 2007
16 dezembro, 2007
Não tem título porque não é pra ter mesmo...
Tô com um gosto de esquecimento até agora no meu ouvido. Fiquei muda de tanto correr! E as asas do tempo estão batendo violentamente...
11 dezembro, 2007
Eu consegui!
Desculpa ai, mas eu tenho que contar que, depois de algumas renúncias e mudanças significativas, agora sou uma mestranda. E como sou audaciosa (já me disseram muito isso), vou tentar um orientador italiano, discípulo do Bobbio, para minha dissertação. Sabe, aprendi que a gente não tem o direito de mitigar o tamanho dos nossos sonhos pelo medo de fracassar. Somos responsáveis por cada passo no caminho, e por cada segundo que perdemos em pensarmos que não somos capazes.
2008 parece que vai ser mesmo muito diferente e especial. Começando pela visita à "Cidade Eterna", onde vou fazer grandes descobertas. E pelo momento pessoal sublime que estou a vivenciar, único e incomparável, no qual me sinto encontrando meu espaço.
A gente pode, é só querer!
2008 parece que vai ser mesmo muito diferente e especial. Começando pela visita à "Cidade Eterna", onde vou fazer grandes descobertas. E pelo momento pessoal sublime que estou a vivenciar, único e incomparável, no qual me sinto encontrando meu espaço.
A gente pode, é só querer!
10 dezembro, 2007
Espírito de Natal

Todo ano é a mesma coisa, o merchandising começa já no fim de outubro. As ruas, os shoppings, as praças, os salões de beleza lotados, as milhares de confraternizações agendadas. E por mais que vejamos milhares de luzinhas coloridas piscando ao nosso redor durante mais de sessenta dias, não adianta: ele só chega na hora certa.
Foi ontem, quando já preocupada por não ainda não o haver sentido (às vezes ele aparece um pouquinho mais cedo), que percebi alguma coisa estranha acontecendo comigo. Foi assim, simples, vendo um comercial de panetone na TV. A vontade de ouvir sinos, de ver os presentes embaixo da árvore, de escrever uma cartinha para o bom velhinho, de cantar "noite feliz", de abraçar, muito, até quem eu não conheço. Parecia que eu tinha voltado a ser criança - talvez só mesmo uma criança consegue o viver verdadeiro sonho do natal.
Daí, pensei a imaginar que, quanto mais o tempo passa e quanto mais afazeres tomam conta da nossa vida, menos nos damos a chance de aproveitar alguns sentimentos bons que vêm em algumas datas inesquecíveis, que embora se repitam a cada ano, têm suas peculiaridades e suas emoções próprias.
Por isso abra sua porta, sua janela, seu sorriso, e deixe o espírito do natal entrar e contagiar sua vida com sua mensagem de amor. Para isso não há tempo nem idade. Não importa se cedo ou tarde. O importante é que ele chegue, e que você se permita encontrá-lo.
Foi ontem, quando já preocupada por não ainda não o haver sentido (às vezes ele aparece um pouquinho mais cedo), que percebi alguma coisa estranha acontecendo comigo. Foi assim, simples, vendo um comercial de panetone na TV. A vontade de ouvir sinos, de ver os presentes embaixo da árvore, de escrever uma cartinha para o bom velhinho, de cantar "noite feliz", de abraçar, muito, até quem eu não conheço. Parecia que eu tinha voltado a ser criança - talvez só mesmo uma criança consegue o viver verdadeiro sonho do natal.
Daí, pensei a imaginar que, quanto mais o tempo passa e quanto mais afazeres tomam conta da nossa vida, menos nos damos a chance de aproveitar alguns sentimentos bons que vêm em algumas datas inesquecíveis, que embora se repitam a cada ano, têm suas peculiaridades e suas emoções próprias.
Por isso abra sua porta, sua janela, seu sorriso, e deixe o espírito do natal entrar e contagiar sua vida com sua mensagem de amor. Para isso não há tempo nem idade. Não importa se cedo ou tarde. O importante é que ele chegue, e que você se permita encontrá-lo.
22 novembro, 2007
16 novembro, 2007
Filosofia
Minha "nova" turma de "velhos" amigos: Aristóteles, Rousseau, Montesquieu, Kant, Marx, Bobbio...
Daí, pensando em ir à Itália para visitar, entre outras pessoas ilustres, o último, descobri que saiu dessa para uma melhor em 2004. Uma pena, mesmo. De qualquer jeito, meu final de semana vai ser todo de companhia filosófica e de pensamentos pra lá de confusos. E olha que, do jeito mais estranho, estou me divertindo muito.
25 outubro, 2007
Comilança
Não abro a geladeira de madrugada. As latas de leite condensado nem chegam mais perto dos meus dedinhos longos antes de irem ao lixo. Minha barriga ronca por um doce e eu bebo água para enganá-la. Laranja com bagaço entrou no cardápio. O que é isso? É a minha calça 36 com cheiro de mofo, ansiosa pelo mês de dezembro.
12 outubro, 2007
Post Oculto
E eu agora que, como se não bastasse o trabalho aos montes, o curso de italiano e a preparação para o mestrado, resolvi desprender esforços em prol da oficina de contos. Coisa de quem tem um faniquito dentro da cabeça, e outro na mão.
09 outubro, 2007
Quanto tempo dura um tempo?
Esse negócio de tempo é uma teoria absurda que alguém inventou enquanto brincava com vidrinhos de passar areia. Não existe um tempo igual pra todo mundo. Tempo é uma coisa pessoal, humana, até fisiológica. Cada um tem seu tempo, com seus segundos demorando mais ou menos. Algumas horas demoram dias, meses. Alguns anos demoram um simples estalar de dedos. Então, quem foi mesmo que inventou essa história de que tempo é um fator exato? Quem disse que cada relógio gira na mesma velocidade, numa circunferência do mesmo tamanho? E os digitais, que seguem uma regra mecânica totalmente oculta, quem garante que eles seguem a mesma duração matemática? Na verdade, tempo é uma coisa que não existe. Nós é que fazemos as coisas acontecerem, passarem. Se nada acontece, não houve tempo. E, na verdade, não há duração igual dos instantes pra ninguém. O advento do tempo originou a espera. E esperar é um tormento. Por coisas boas, vem a ansiedade. Pelas ruins, o fatalismo. Ainda que as esperas tenham tempo certo, o tempo é incerto demais para elas. Ou seja, melhor não pensar que existe tempo, porque ele nos escraviza. Melhor entendermos que vivemos um instante constante, no qual somos agentes de nossa própria existência.
P.S. Não sei se perco o meu tempo falando nisso, mas é que se não tenho tempo mesmo...
P.S. Não sei se perco o meu tempo falando nisso, mas é que se não tenho tempo mesmo...
26 setembro, 2007
O que seria da vida sem os bons poetas... que conseguem dizer o que a gente sabe mas não entende...
"Tornar o amor real é expulsá-lo de você para que ele possa ser de alguém"
(Nando Reis)
(Nando Reis)
11 setembro, 2007
Gasta!
Inflacionamos a felicidade, é verdade. Ela se encontra por aí, banalizada, exposta em propagandas de campari, em outdoors de grandes grifes, em comerciais de pasta de dentes, em novelas mexicanas. Nenhuma felicidade real chega aos pés da que emerge desses conceitos urbanos. Talvez porque a única felicidade possivel seja, mesmo, a promessa de felicidade. Apesar da utopia, persite a definição real. Só é preciso saber encontrá-la.
28 agosto, 2007
Mari foi deixada... por uma ex e o golpe da barriga
Nem sei por que eu estou aqui escrevendo isso, mas espero concluir antes de ficar me questionando demais. Depois você imprime e rasga, por favor, pra ter certeza que existiu mesmo.
Passou apenas um mês (agora já quase dois) desde que você me deixou naquela noite fria, de sentimentos quebrados e de expectativas frustradas, e agora é que finalmente as coisas começam a vir à tona de forma mais real.
Fiquei sabendo da história da gravidez, do casamento às pressas, que confusão.
Que realidade tão antagônica com o homem centrado, planejador, romântico que conheci. Não sei se eu consigo acompanhar tantos acontecimentos que correm à velocidade da luz. Também não sei se tudo o que eu sinto é apenas decepção ou é muita preocupação mesmo. Preocupação com você. Sei que isso não foi programado na sua cabeça e tenho medo dos seus sentimentos assim, confusos. Você não teve tempo pra isso. Pode até parecer um sonho, olhando pelo lado bom da coisa, mas onde estão as certezas? Também acho que foi um golpe infantil (pra ser bondosa), você não merecia - me perdoe por achar isso, mas tenho esse direito, assim como todo mundo. Tenho pena, medo por você, por tudo que pode vir a acontecer como conseqüência. Tô com raiva também, porque as pessoas falam de você com pena, porque não pude te proteger disso, nem te alertar de coisas que eu sabia. Enfim, já aconteceu. Agora eu só espero que Deus possa consertar as coisas, só ele mesmo. Vou pedir muito isso pra minha santinha antes de dormir. E o pior é que ainda gosto de você como antes, com carinho... e tô muito chateada, não por mim, mas pela situação por tudo que eu imagino disso.
Te cuida. Descubra o que ainda tem que descobrir. E desculpa. Um beijo.
Passou apenas um mês (agora já quase dois) desde que você me deixou naquela noite fria, de sentimentos quebrados e de expectativas frustradas, e agora é que finalmente as coisas começam a vir à tona de forma mais real.
Fiquei sabendo da história da gravidez, do casamento às pressas, que confusão.
Que realidade tão antagônica com o homem centrado, planejador, romântico que conheci. Não sei se eu consigo acompanhar tantos acontecimentos que correm à velocidade da luz. Também não sei se tudo o que eu sinto é apenas decepção ou é muita preocupação mesmo. Preocupação com você. Sei que isso não foi programado na sua cabeça e tenho medo dos seus sentimentos assim, confusos. Você não teve tempo pra isso. Pode até parecer um sonho, olhando pelo lado bom da coisa, mas onde estão as certezas? Também acho que foi um golpe infantil (pra ser bondosa), você não merecia - me perdoe por achar isso, mas tenho esse direito, assim como todo mundo. Tenho pena, medo por você, por tudo que pode vir a acontecer como conseqüência. Tô com raiva também, porque as pessoas falam de você com pena, porque não pude te proteger disso, nem te alertar de coisas que eu sabia. Enfim, já aconteceu. Agora eu só espero que Deus possa consertar as coisas, só ele mesmo. Vou pedir muito isso pra minha santinha antes de dormir. E o pior é que ainda gosto de você como antes, com carinho... e tô muito chateada, não por mim, mas pela situação por tudo que eu imagino disso.
Te cuida. Descubra o que ainda tem que descobrir. E desculpa. Um beijo.
Nós e o Cajueiro
Estava dividindo com minha irmã uma lembrança incrível de nossa infância. Aos domingos, geralmente depois do almoço, íamos a uma lagoa perto de onde minha mãe nasceu para nadar em bóias, ou melhor, câmaras de ar que serviam de bóias, e em cima de troncos de árvores que flutuavam e nos serviam de cavaletes para pular na água, uma brincadeira divertida que nos cansava por todo o fim-de-semana e deixava nossos rostinhos rosados do sol. Não tínhamos mais que seis ou sete anos. E lá tinha um cajueiro cujos galhos espalhavam-se pelo chão, nos permitindo subir e descer por atalhos diferentes. Certa vez, escorreguei e fiquei pendurada num galho, segurando o corpo pelas mãozinhas frias de medo. Lembro que meu tio, que era quase da minha idade, me ajudou a subir de volta, alcançando minhas pernas. Acho que Deus coloca mesmo um anjo perto de cada criança para protegê-la, porque a gente não tinha noção de perigo. Fazíamos de tudo sem um pingo de medo, sempre em busca de uma nova aventura. Outra vez, a astuta da minha irmã inventou de fazer cocô dentro da lagoa, achando que ninguém ia ver. De repente, lá vai aquele negocinho boiando, carregado pela correnteza. Todo mundo morreu de rir, inclusive ela. Não fui eu, não fui eu!, gritávamos na maior algazarra. Outra coisa legal era soltar “pum” dentro da água, porque fazia bolhas. E a gente ria, mais do que qualquer criança no mundo. E assim, a gente era feliz, muito feliz, e nem sabia o quanto. Como foi bom lembrar disso, depois de tanto tempo....
14 agosto, 2007
Decepção
As pessoas por quem nos apaixonamos só existem mesmo dentro da cabeça da gente. Paixões são sempre mais irreais do que imaginamos. Ainda assim, confiando na margem de risco, alguns casos superam a expectativa de decepção.
Tenho uma grande amiga que diz que a gente não deve deixar de acreditar na bondade das pessoas, mas ao mesmo tempo, contraditoriamente, ela me ensina que quanto mais colecionamos decepções mais descrentes nos tornamos em relação aos outros.
Sabe, acho que todo mundo tem direito de ser o que quiser, de fazer as escolhas que achar convenientes, mas acho que ninguém tem o direito de desrespeitar os sentimentos alheios.
(...)
Só Deus sabe, mas estou mais feliz agora.
Entendo que existem caminhos melhores.
Estou trilhando o meu, faz é tempo, e olha que eu nem sabia.
Tenho uma grande amiga que diz que a gente não deve deixar de acreditar na bondade das pessoas, mas ao mesmo tempo, contraditoriamente, ela me ensina que quanto mais colecionamos decepções mais descrentes nos tornamos em relação aos outros.
Sabe, acho que todo mundo tem direito de ser o que quiser, de fazer as escolhas que achar convenientes, mas acho que ninguém tem o direito de desrespeitar os sentimentos alheios.
(...)
Só Deus sabe, mas estou mais feliz agora.
Entendo que existem caminhos melhores.
Estou trilhando o meu, faz é tempo, e olha que eu nem sabia.
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